Análise - The Vampire Diaries

sábado, 17 de julho de 2010


The Vampire Diaries é uma série de estilo sobrenatural/fantasia/horror, criada por Kevin Williamson (roteirista e produtor de Dawson’s Creek), baseada nos livros homônimos da autora americana L. J. Smith.

A história se desenrola em Mystic Falls e foca nos descendentes das famílias fundadoras da cidade, com atenção especial para Elena Gilbert (Nina Dobrev), estudante de 17 anos que perdeu os pais em um acidente de carro. Em seu retorno à escola conhece Stefan Salvatore (Paul Wesley), por quem se apaixona – sem saber que ele é na verdade um misterioso vampiro de 127 anos de idade que acaba de retornar à sua cidade-natal. A trama se complica com o retorno do irmão de Stefan, Damon (Ian Somerhalder – o Boone, de Lost), que se mostra um vampiro animalesco e perigoso. A relação entre o trio é intensa e complicada, especialmente por Elena ser idêntica à Katherine, antigo amor de Stefan em 1864.

Paralelamente, acompanhamos as histórias dos familiares e amigos de Elena, como seu irmão mais novo Jeremy (Steven R. McQueen) envolvido em um relacionamento complicado; e Bonnie Bennett (Katerina Grahan), que começa a desenvolver habilidades especiais e descobre ser uma bruxa.
Conforme acompanhamos os episódios, entramos na vida dos descendentes das famílias fundadoras da cidade e descobrimos que há muito mais escondido em Mystic Falls do que os olhos conseguem ver.

Em meio a tantos filmes e seriados com a temática sobrenatural e vampiresca, The Vampire Diaries corria um sério risco de fracassar, passando a ideia de “parece mais um seriado adolescente com vampiros e atores absurdamente lindos”. O episódio piloto não causa alvoroço, mas também não é ruim, sendo apenas uma breve apresentação da cidade e dos personagens.

No entanto, nos próximos episódios temos uma grata surpresa: a história é bem construída, com bons diálogos e atuações. É fácil se imaginar em Mystic Falls, seja na pele de seu personagem favorito ou na sua própria, criando uma trama individual para si mesmo. As possibilidades criativas da séries são amplas e atiçam nossa imaginação. Há romance, mistério, suspense, terror, conspirações, decisões difíceis e até mesmo um pouco de humor.
O destaque fica para Ian Somerhalder e sua atuação como Damon: perverso, vingativo, ele transmite com o olhar a alma que seu personagem não tem. Perigoso e cativante, impossível deixar de gostar do “vilão”. Porém, ao longo da temporada vemos flutuações em sua personalidade e caráter, revelando um personagem denso e complexo, muito bem representado.

Os efeitos especiais não fazem feio e cada episódio apresenta a proporção exata entre novos mistérios e respostas às perguntas dos telespectadores. Apesar de personagens como vampiros e bruxas serem comuns, há detalhes criativos que os diferenciam dos demais – como o fato de Damon e Stefan poderem andar à luz do dia devido a um anel mágico que usam. O artifício de mesclar o passado dos vampiros com o presente é essencial, à medida que nos esclarece as raízes de toda a confusão atual.
A evolução do roteiro e dos diálogos é visível, melhorando a cada episódio. O telespectador mais atento verá referências a diversos livros e filmes, como “Os Pássaros”, de Hitchcock; as obras de Anne Rice (famosa autora de romances vampirescos como “Entrevista com o Vampiro); e até mesmo “Crepúsculo” – esse último aparece em um comentário debochado de Damon no quarto episódio.

A primeira temporada conta com 22 episódios e a série foi renovada para uma segunda temporada, que estréia em Setembro de 2010.
Aguardamos ansiosos!

Trailer:


E você, o que achou da Primeira Temporada?

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